domingo, 12 de julho de 2009

O AMOR e relacionamento afetivo



Ao amar somos invadidos por desejos e impulsos que nos levam desde estados de leveza, da mais absoluta paz de espírito a caminhos sombrios e tortuosos, os quais nem poderíamos nos imaginar.
O amor, ao mesmo tempo em que nos inebria, nos enlouquece. Da mesma forma que somos capazes das maiores renúncias, também somos atores de atos insanos. E justamente por ser capaz de nos levar a transitar entre a “loucura” e a “razão”, entre o “céu” e o “inferno”, o amor é um dos maiores medos da sociedade contemporânea.
Bauman, em seu livro “O amor líquido” trata bem dessa questão.
Os homens e mulheres atuais buscam o amor, a felicidade amorosa, o amor romântico. No entanto, não deixam estas relações se aprofundarem por medo do comprometimento e todo o sofrimento que o amor pode acarretar. É mais fácil abrir-se para inúmeras possibilidades do que se dedicar a uma que pode(e com certeza irá) causar dor.
Ao nos entregamos à instabilidade do amor, abrimos mão de controlar nossos destinos, estando totalmente à mercê deste sentimento. Todavia, se nos relacionarmos apenas superficialmente, podemos contrair do outro somente os benefícios, encerrando a relação no momento em que as dificuldades eminentes a qualquer relacionamento se fizerem presentes na vida a dois. Porém, esta será uma vida completa?
A razão, ao contrário do que pensa o senso comum, reconhece seus limites e aceita irracionalizar.

BY DUDU THEO® http://twitter.com/dudutheo

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